segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Por que o brasileiro lê pouco?

Além de a leitura não vir de casa, a escola mais atrapalha que ajuda
por Raphael Soeiro
Fiquemos com a resposta da maior autoridade no mundo, a Unesco. Para o setor da ONU que cuida de educação e cultura, só há leitura onde: 1) ler é uma tradição nacional, 2) o hábito de ler vem de casa e 3) são formados novos leitores. O problema é antigo: muitos brasileiros foram do analfabetismo à TV sem passar na biblioteca. Para piorar, especialistas culpam a escola pela falta de leitores.

"Os professores costumam indicar livros clássicos do século 19, maravilhosos, mas que não são adequados a um jovem de 15 anos", diz Zoara Failla, do Instituto Pró-Livro. "Apresentado só a obras que considera chatas, ele não busca mais o livro depois que sai do colégio." Muitos educadores defendem que o Brasil poderia adotar o esquema anglo-saxão, em que os clássicos são um pouco mais próximos, dos anos 50 e 60, e há menos livros, que são analisados a fundo. Mas aí teria de mudar o vestibular, é isso já é outra história.


Fonte Instituto Pró-Livro, ANL, Centro Regional para el Fomento del Libro en América Latina, el Caribe, España y Portugal (Cerlalc)

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

BRUNO,

"Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes… tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:
- E daí? Eu adoro voar!
Não me dêem fórmulas certas, por que eu não espero acertar sempre. Não me mostrem o que esperam de mim, por que vou seguir meu coração. Não me façam ser quem não sou. Não me convidem a ser igual, por que sinceramente sou diferente. Não sei amar pela metade. Não sei viver de mentira. Não sei voar de pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre."

Clarice Lispector

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Imagem do dia do UOL

Veja, é de encher os olhos!!!

http://noticias.uol.com.br/album/101130_album.jhtm?abrefoto=41

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

A escolha da vida

Em cartaz há um ano e meio, "As pontes de Madison" encerra a turnê em Fortaleza neste fim de semana, no Celina Queiroz. No elenco, Marcos Caruso e Denise Del Vecchio prometem arrancar suspiros, lágrimas e até gargalhadas

Bom humor e um toque de latinidade fazem da adaptação para os palcos de "As pontes de Madison" um programa imperdível. De hoje a domingo, o projeto Teatro Celina Queiroz Grandes Espetáculos traz a história de amor "As pontes de Madison", eternizada no cinema por Clint Eastwood e Meryl Streep. Com roteiro de Alexandre Tenório e direção de Regina Galdino, os atores Denise Del Vecchio e Marcos Caruso se despedem da montagem. "Serão nossas últimas apresentações e contarão com um sentimento de despedida. É uma peça muito rica e intensa", comenta Denise, que é de origem italiana, assim como a sua personagem.

Essa raiz inspirou a atriz na composição do papel. "A Francesca é de Napoli, onde precisava seguir uma moral muito rígida. Então, comecei lembrando do comportamento das minhas avós, tias", conta Denise, destacando que Francesca não perde a essência de forasteira por mais que more há muito tempo nos Estados Unidos. "Ela sempre vai ser uma estrangeira naquele lugar com o qual ela tanto sonhava e acabou se frustrando. Francesca esperava viver na América glamourosa e foi morar numa fazenda em Madison", diz a atriz, que mostra química em cena com Caruso.

Tanto que o ator comentou que este período em cartaz trouxe mais sintonia a cada apresentação. "Este é o maior barato do teatro. Podemos aprender ou fazer algo novo a cada vez que subimos ao palco", diz Caruso, que realizou um trabalho complexo de preparação para interpretar o fotógrafo Robert.

"Eu fiz um trabalho interior, pesquisando sobre fotógrafos de paisagens, a vida deles; e exterior, observando e assumindo a postura, o olhar atento porque o fotógrafo está sempre ligado para não perder nenhum momento que posso render uma boa foto", afirma Caruso, que foi além do personagem interpretado por Eastwood no cinema.

"Cada vez que eu via o filme, mais distanciava minha interpretação dele. Não tenho essa pegada rural de homem duro e com feições mais másculas. Minha forma de seduzir é marcada pelo bom humor, sorriso aberto e carinho em cada gesto, sendo assim menos frio e menos racional", ressalta o ator, destacando que a peça é uma adaptação para o público brasileiro. "Não podia faltar esse toque latino", completa.

Caruso observa ainda que, apesar da adaptação, a trama continua com sua consistência e intensidade. "É o encontro do verdadeiro amor e a escolha e vivê-lo ou não. É uma história universal", afirma Caruso, citando uma frase que considera marcante: "Esse tipo de sentimento só se encontra uma vez na vida. Não importa quantas vidas você viva".

O reconhecimento desse trabalho será traduzido na forma de prêmio. Caruso receberá, dia 30, a estatueta de Melhor Ator de Teatro na categoria Drama. "Sempre peço que o prêmio estimule menos minha vaidade e mais a minha responsabilidade. Quanto mais prêmios, mais aplausos; mais responsável eu tenho que ser para não decepcionar o público", conta o ator, que está no elenco da microssérie "O relógio da aventura" a partir de 12 de dezembro, na Rede Globo. Além disso, o veterano deve voltar às novelas próximo ano.

Sinopse

Contada em flashbacks, a partir da leitura dos diários de Francesca, a história é contada pelos seus filhos - Caroline e Maylon - que encontram um caderno com o relato dos quatro dias intensos que viveu ao conhecer um fotógrafo da revista National Geographic na pequena cidade de Madison, onde ele esteve para fotografar as pontes cobertas do local.

MAIS INFORMAÇÕES

"As pontes de Madison", hoje e sábado, às 21h. Domingo, às 19h, no Teatro Celina Queiroz (Campus Unifor). Ingressos: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia). Telefone: (85) 3477.3033.
Fonte: diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=890895

sábado, 20 de novembro de 2010

Elis Regina - Madalena - Montreux - 1979

Adoro!!!

Conselhos de avó

Quando eu for bem velhinha, espero receber a graça de, num dia de domingo, me sentar na poltrona da biblioteca e, bebendo um cálice de Porto, dizer a minha neta:


- Querida, venha cá. Feche a porta com cuidado e sente-se aqui ao meu lado. Tenho umas coisas pra te contar. E assim, dizer apontando o indicador para o alto: - O nome disso não é conselho, isso se chama colaboração!
Eu vivi, ensinei, aprendi, caí, levantei e cheguei a algumas conclusões. E agora, do alto dos meus 82 anos, com os ossos frágeis a pele mole e os cabelos brancos, minha alma é o que me resta saudável e forte.
Por isso, vou colocar mais ou menos assim: É preciso coragem para ser feliz. Seja valente. Siga sempre seu coração. Para onde ele for, seu sangue, suas veias e seus olhos também irão. E satisfaça seus desejos. Esse é seu direito e obrigação. Entenda que o tempo é um paciente professor que irá te fazer crescer, mas a escolha entre ser uma grande menina ou uma menina grande, vai depender só de você. Tenha poucos e bons amigos. Tenha filhos. Tenha um jardim. Aproveite sua casa, mas vá a Fernando de Noronha, a Barcelona e a Austrália. Cuide bem dos seus dentes. Experimente, mude, corte os cabelos. Ame. Ame pra valer, mesmo que ele seja o carteiro. Não corra o risco de envelhecer dizendo "ah, se eu tivesse feito..." Tenha uma vida rica de vida. Vai que o carteiro ganha na loteria - tudo é possível, e o futuro é imprevisível. Viva romances de cinema, contos de fada e casos de novela. Faça sexo, mas não sinta vergonha de preferir fazer amor. E tome conta sempre da sua reputação, ela é um bem inestimável. Porque sim, as pessoas comentam, reparam, e se você der chance elas inventam também detalhes desnecessários. Se for se casar, faça por amor. Não faça por segurança, carinho ou status. A sabedoria convencional recomenda que você se case com alguém parecido com você, mas isso pode ser um saco! Prefira a recomendação da natureza, que com a justificativa de aperfeiçoar os genes na reprodução, sugere que você procure alguém diferente de você. Mas para ter sucesso nessa questão, acredite no olfato e desconfie da visão. É o seu nariz quem diz a verdade quando o assunto é paixão. Faça do fogão, do pente, da caneta, do papel e do armário, seus instrumentos de criação. Leia. Pinte, desenhe, escreva. E por favor, dance, dance, dance até o fim, se não por você, o faça por mim. Compreenda seus pais. Eles te amam para além da sua imaginação, sempre fizeram o melhor que puderam, e sempre farão. Não cultive as mágoas - porque se tem uma coisa que eu aprendi nessa vida é que um único pontinho preto num oceano branco deixa tudo cinza. Era só isso minha querida. Agora é a sua vez. Por favor, encha mais uma vez minha taça e me conte: como vai você?


colaboração: Paulinha Vaz

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Autor lança biografia de Clarice Lispector em Fortaleza

Através de um professor, na faculdade, o norte-americano Benjamin Moser conheceu a literatura de Clarice Lispector. Como acontece com alguns dos leitores da escritora brasileira, Moser apaixonou-se pela prosa da autora. A paixão ganhou declaração de amor recentemente, com a publicação de "Clarice," ("Why this World"/ "Porque este mundo", em inglês).

A biografia, best-seller no Brasil, será lançada amanhã, em Fortaleza. O autor fala sobre a escritora e a biografia que dela escreveu em um bate-papo com os leitores que acontece às 19 horas, na Livraria Cultura.

Colaborador da conceituada publicação The New York Review of Books (um das mais importantes da crítica literária nos EUA), Moser escreveu o livro partindo do desejo de tornar Clarice mais conhecida em seu país. Enquanto a escritora tem um fã clube em constante expansão no Brasil, fora dele ela ainda não alcançou o prestígio de nomes consagrados como Jorge Amado e Machado de Assis. Pesa sobre a divulgação de Clarice no exterior a dificuldade de tradução que sua obra impõe.

Em "Clarice,", destaca-se a prosa consistente e acessível do autor, evitando os barroquismos do texto acadêmico. No livro se encontra ainda um leitura da escrita clariciana que evidencia o elemento judaico presente na produção da autora; e uma polêmica passagem sobre a imigração de seus pais, ucranianos, para o País.


Bem, eu estive presente e para quem ama Clarice foi uma noite memorável!!!
Para a melhor compreensão do evento, coloco a frase que o próprio autor começou dizendo:"Ninguém gosta de Clarice como se gosta de abacaxi, é uma questão não de gostar mas de amar Clarice". Gostaria de ressaltar que, tanto para mim como para outros que são apaixonados por Clarice, é mais do que simplesmente ler Clarice, é sentir Clarice!
: B

*Marcas de Batom no Banheiro**

Numa escola pública estava ocorrendo uma situação inusitada: uma turma de meninas de 12 anos que usavam batom, todos os dias beijavam o espelho para remover o excesso de batom.


O diretor andava bastante aborrecido, porque o zelador tinha um trabalho enorme para limpar o espelho ao final do dia.


Mas, como sempre, na tarde seguinte, lá estavam as mesmas marcas de batom...


Um dia o diretor juntou o bando de meninas no banheiro e explicou pacientemente que era muito complicado limpar o espelho com todas aquelas marcas que elas faziam. Fez uma palestra de uma hora.


No dia seguinte as marcas de batom no banheiro reapareceram...


No outro dia, o diretor juntou o bando de meninas e o zelador no banheiro, e pediu ao zelador para demonstrar a dificuldade do trabalho.


O zelador imediatamente pegou um pano, molhou no vaso sanitário e passou no espelho.


Nunca mais apareceram marcas no espelho!

Moral da história:

Há professores e há educadores.
*Comunicar é sempre um desafio!*
*As vezes precisamos usar métodos diferentes para alcançar certos resultados.*

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Calem a boca, nordestinos

Por José Barbosa Junior



A eleição de Dilma Rousseff trouxe à tona, entre muitas outras coisas, o que há de pior no Brasil em relação aos preconceitos. Sejam eles religiosos, partidários, regionais, foram lançados à luz de maneira violenta, sádica e contraditória.

Já escrevi sobre os preconceitos religiosos em outros textos e a cada dia me envergonho mais do povo que se diz evangélico (do qual faço parte) e dos pilantras profissionais de púlpito, como Silas Malafaia, Renê Terra Nova e outros, que se venderam de forma absurda aos seus candidatos. E que fique bem claro: não os cito por terem apoiado o Serra… outros pastores se venderam vergonhosamente para apoiarem a candidata petista. A luta pelo poder ainda é a maior no meio do baixo-evangelicismo brasileiro.

Mas o que me motivou a escrever este texto foi a celeuma causada na internet, que extrapolou a rede mundial de computadores, pelas declarações da paulista, estudante de Direito, Mayara Petruso, alavancada por uma declaração no twitter: “Nordestino não é gente. Faça um favor a SP, mate um nordestino afogado!”.

Infelizmente, Mayara não foi a única. Vários outros “brasileiros” também passaram a agredir os nordestinos, revoltados com o resultado final das eleições, que elegeu a primeira mulher presidentE ou presidentA (sim, fui corrigido por muitos e convencido pelos “amigos” Houaiss e Aurélio) do nosso país.

E fiquei a pensar nas verdades ditas por estes jovens, tão emocionados em suas declarações contra os nordestinos. Eles têm razão!

Os nordestinos devem ficar quietos! Cale a boca, povo do Nordeste!

Que coisas boas vocês têm pra oferecer ao resto do país?

Ou vocês pensam que são os bons só porque deram à literatura brasileira nomes como o do alagoano Graciliano Ramos, dos paraibanos José Lins do Rego e Ariano Suassuna, dos pernambucanos João Cabral de Melo Neto e Manuel Bandeira, ou então dos cearenses José de Alencar e a maravilhosa Rachel de Queiroz?

Só porque o Maranhão nos deu Gonçalves Dias, Aluisio Azevedo, Arthur Azevedo, Ferreira Gullar, José Louzeiro e Josué Montello, e o Ceará nos presenteou com José de Alencar e Patativa do Assaré e a Bahia em seus encantos nos deu como herança Jorge Amado, vocês pensam que podem tudo?

Isso sem falar no humor brasileiro, de quem sugamos de vocês os talentos do genial Chico Anysio, do eterno trapalhão Renato Aragão, de Tom Cavalcante e até mesmo do palhaço Tiririca, que foi eleito o deputado federal mais votado pelos… pasmem… PAULISTAS!!!

E já que está na moda o cinema brasileiro, ainda poderia falar de atores como os cearenses José Wilker, Luiza Tomé, Milton Moraes e Emiliano Queiróz, o inesquecível Dirceu Borboleta, ou ainda do paraibano José Dumont ou de Marco Nanini, pernambucano.

Ah! E ainda os baianos Lázaro Ramos e Wagner Moura, que será eternizado pelo “carioca” Capitão Nascimento, de Tropa de Elite, 1 e 2.

Música? Não, vocês nordestinos não poderiam ter coisa boa a nos oferecer, povo analfabeto e sem cultura…

Ou pensam que teremos que aceitar vocês por causa da aterradora simplicidade e majestade de Luiz Gonzaga, o rei do baião? Ou das lindas canções de Nando Cordel e dos seus conterrâneos pernambucanos Alceu Valença, Dominguinhos, Geraldo Azevedo e Lenine? Isso sem falar nos paraibanos Zé e Elba Ramalho e do cearense Fagner…

E Não poderia deixar de lembrar também da genial família Caymmi e suas melodias doces e baianas a embalar dias e noites repletas de poesia…

Ah! Nordestinos…

Além de tudo isso, vocês ainda resistiram à escravatura? E foi daí que nasceu o mais famoso quilombo, símbolo da resistência dos negros á força opressora do branco que sabe o que é melhor para o nosso país? Por que vocês foram nos dar Zumbi dos Palmares? Só para marcar mais um ponto na sofrida e linda história do seu povo?

Um conselho, pobres nordestinos. Vocês deveriam aprender conosco, povo civilizado do sul e sudeste do Brasil. Nós, sim, temos coisas boas a lhes ensinar.

Por que não aprendem conosco os batidões do funk carioca? Deveriam aprender e ver as suas meninas dançarem até o chão, sendo carinhosamente chamadas de “cachorras”. Além disso, deveriam aprender também muito da poesia estética e musical de Tati Quebra-Barraco, Latino e Kelly Key. Sim, porque melhor que a asa branca bater asas e voar, é ter festa no apê e rolar bundalelê!

Por que não aprendem do pagode gostoso de Netinho de Paula? E ainda poderiam levar suas meninas para “um dia de princesa” (se não apanharem no caminho)! Ou então o rock melódico e poético de Supla! Vocês adorariam!!!

Mas se não quiserem, podemos pedir ao pessoal aqui do lado, do Mato Grosso do Sul, que lhes exporte o sertanejo universitário… coisa da melhor qualidade!

Ah! E sem falar numa coisa que vocês tem que aprender conosco, povo civilizado, branco e intelectualizado: explorar bem o trabalho infantil! Vocês não sabem, mas na verdade não está em jogo se é ou não trabalho infantil (isso pouco vale pra justiça), o que importa mesmo é o QUANTO esse trabalho infantil vai render. Ou vocês não perceberam ainda que suas crianças não podem trabalhar nas plantações, nas roças, etc. porque isso as afasta da escola e é um trabalho horroroso e sujo, mas na verdade, é porque ganha pouco. Bom mesmo é a menina deixar de estudar pra ser modelo e sustentar os pais, ou ser atriz mirim ou cantora e ter a sua vida totalmente modificada, mesmo que não tenha estrutura psicológica pra isso… mas o que importa mesmo é que vão encher o bolso e nunca precisarão de Bolsa-família, daí, é fácil criticar quem precisa!

Minha mensagem então é essa: – Calem a boca, nordestinos!

Calem a boca, porque vocês não precisam se rebaixar e tentar responder a tantos absurdos de gente que não entende o que é, mesmo sendo abandonado por tantos anos pelo próprio país, vocês tirarem tanta beleza e poesia das mãos calejadas e das peles ressecadas de sol a sol.

Calem a boca, e deixem quem não tem nada pra dizer jogar suas palavras ao vento. Não deixem que isso os tire de sua posição majestosa na construção desse povo maravilhoso, de tantas cores, sotaques, religiões e gentes.

Calem a boca, porque a história desse país responderá por si mesma a importância e a contribuição que vocês nos legaram, seja na literatura, na música, nas artes cênicas ou em quaisquer situações em que a força do seu povo falou mais alto e fez valer a máxima do escritor: “O sertanejo é, antes de tudo, um forte!”

Que o Deus de todos os povos, raças, tribos e nações, os abençoe, queridos irmãos nordestinos!









Nota minha. Podemos concordar ou não com o que está escrito, mas sempre há alguma coisa interessante que podemos filtrar, principalmente o mito de que eleições se definem nos bolsões de pobreza, especialmente no Nordeste. Vejam o link abaixo.



http://noticias.terra.com.br/eleicoes/2010/noticias/0,,OI4767396-EI15315,00-Dilma+se+elegeria+sem+contar+com+Norte+e+Nordeste.html

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Mais uma dele (Poderosíssimo!)

Edição do dia 02/11/2010

02/11/2010 21h40 - Atualizado em 02/11/2010 21h40

Novo escândalo sexual provoca crise no governo Berlusconi
O primeiro-ministro da Itália ligou para a polícia e pediu que liberassem uma garota de programa de 16 anos afirmando que ela era sobrinha do presidente do Egito. Era mentira.
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Na Itália, uma mentira e um comentário infeliz do primeiro-ministro Silvio Berlusconi provocaram mais uma crise política. Quem conta é a correspondente Ilze Scamparini.

Bem ao estilo de Berlusconi, o primeiro-ministro italiano nesta terça comentou: “É melhor olhar as belas meninas do que ser homossexual”.

Ele se referia ao novo escândalo que envolve o seu nome e o de uma menina de programa de 16 anos, presa por ter roubado 3 mil euros de uma casa.

O primeiro-ministro da Itália ligou para a polícia de Milão e pediu que liberassem a marroquina afirmando que ela era sobrinha do presidente do Egito. Era mentira.

Ruby foi solta e está prestando depoimento ao Ministério Público. Contou que nas casas de Berlusconi, o bunga bunga, um ritual erótico copiado de haréns da Líbia, é muito apreciado.

O novo escândalo sexual ameaça derrubar o governo Berlusconi, já tão criticado até pelos aliados de centro-direita.

Segundo os jornais italianos, uma brasileira, Conceição Santos Oliveira, de 32 anos, conhecida como Michele, que teria avisado Berlusconi da prisão da marroquina através do telefone de emergência do primeiro-ministro. Um número que só as maiores autoridades do governo da Itália deveriam conhecer.

A crise levou partidos de oposição e mesmo parte da imprensa italiana a pedir a renúncia de Berlusconi. Mas ele avisou que não pretende deixar o cargo.

Fonte: Jornal Nacional

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Câncer de mama

Grande Vitória rosa contra o câncer de mama
O "Outubro Rosa" pretende mobilizar as famílias capixabas quanto ao diagnóstico precoce e prevenção da doença

Por Priscila Bueker (pbueker@eshoje.com.br) / Foto: Divulgação Afecc/Gabriel Lordelo.


Uma doença temida devido o alto grau de incidência e por afetar a percepção da sexualidade e a própria imagem pessoal da mulher. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de mama é o segundo tipo desta patologia mais freqüente no mundo. No Brasil são esperados 49.400 novos casos em 2010, com risco estimado de 49 casos a cada 100 mil mulheres. Para reverter esta triste realidade, o Espírito Santo entra na rota, neste mês de outubro, do combate ao câncer de nana por meio da mobilização social através do "Vendo a vida cor de rosa". O projeto está sendo implementado pela primeira vez no Estado, pela Associação Feminina de Combate ao Câncer (Afecc).

A meta é conseguir que uma pessoa portadora de câncer consiga descobrir sua doença precocemente e tenha chances de tratamento. O projeto faz parte de um movimento mundial que se originou nos Estados Unidos. Quem trouxe para o Brasil foi a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama - FEMAMA. Como estratégia de sensibilização, o evento conta com uma programação extensa no chamado "Outubro Rosa", convidando a família capixaba a abraçar a causa.

Segundo a assistente social da Afecc, Bianca Beraldi Xavier, o "Outubro Rosa" vem alertar não só as mulheres, mas também sensibilizar os homens como os pais de família. "A única maneira de prevenir esse tipo de câncer é realizar exames médicos específicos, como a mamografia e o ultrassom da mama, e fazer o autoexame. É rara a ocorrência do câncer de mama antes dos 35 anos, mas acima desta idade, a incidência dele é rápida e progressiva. O homem também deve ter a preocupação do tratamento, pois ele sempre tem uma mulher que ama, seja mãe, esposa ou até mesmo uma filha adolescente que está tendo o primeiro contato com seu corpo na adolescência", explica a assistente social.

A dona de casa, Luzia Polessa (45), hoje entende o quão importante é ir ao médico e se prevenir quanto ao câncer de mama. Ela, que é solteira e mora com a mãe em Maruípe, Vitória, relata que tirou uma lição desta doença que quase destruiu sua vida. "Ninguém passa ileso por uma experiência tão avassaladora como um câncer de mama. Nenhuma outra situação me revelou tanto a importância de aproveitar as oportunidades que a vida oferece incansavelmente, incessantemente. Estou praticamente curada, mas sofri muito e sempre falo com minhas amigas e vizinhas para se tratarem também. O câncer é uma doença ingrata, mas que pode ser vencida", conta Polessa.

Um mês inteiro de mobilização

Até o dia 31 de outubro, serão realizadas passeatas, seminários e palestras educativas para a população. Monumentos públicos e pontos turísticos da Grande Vitória, como o Convento da Penha, em Vila Velha, já estão iluminados na cor rosa. Nos próximos dias 19 e 20 serão ministradas palestras sobre a saúde feminina e masculina para os funcionários do Hospital Santa Rita de Cássia.

Em Vitória, no dia 24 de outubro será realizada uma caminhada pela vida, com saída da Praia de Camburi na frente do Clube dos Oficiais. Neste mesmo dia acontecerá uma mostra científica sobre "Prevenção e Hábitos Saudáveis", na Praça dos Namorados. Já no dia 30, às 8h, a concentração será na Praia da Costa, em Vila Velha. Os manifestantes vão sair do final da Avenida Champagnat, seguindo até a Praça Duque de Caxias, onde haverá um café da manhã, e distribuição de folhetos educativos e brindes.

"Durante este mês de outubro, as unidades de saúde de Vila Velha e Vitória, por exemplo, realizarão exames preventivos e mamografias gratuitos. A campanha não é de arrecadação de fundos e sim de prevenção e educação. O câncer que, se diagnosticado precocemente, é uma doença curável, ainda mata muitas pessoas no Brasil por falta de informação, serviços de saúde eficientes e políticas públicas de saúde que realmente funcionem. Se conseguirmos que cada mulher procure o médico para fazer exames periódicos e tirar suas dúvidas já vamos nos sentir vitoriosos. A mobilização social pode transformar essa realidade, para isso é importante que a população esteja engajada", esclarece Bianca Beraldi Xavier.

A assistente social da Afecc explica que, para dar um novo colorido à cidade e fazer da Grande Vitória uma região consciente quanto à doença, é essencial que os órgãos governamentais e empresas, além da própria população se "vistam" de rosa de corpo e alma. Serão vendidas a R$ 5, pulseiras da campanha e a R$ 10,00 o kit com a camisa e o boné que podem ser adquiridos no Bazar da Afecc, localizado no próprio Hospital Santa Rita, em Vitória.



Histórico familiar e menstruação tardia são fatores de risco

Apesar de toda a informação e das boas chances de cura, ainda há muito estigma em torno do câncer de mama. Os mitos em torno da doença podem prejudicar o diagnóstico precoce. O mastologista, do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), Roberto Filassi, diz que o primeiro passo é atentar-se para o histórico familiar que é um importante fator de risco. E que, se o parentesco for de primeiro grau (mãe ou irmã) a atenção deve ser redobrada.

"Comprovado mesmo, é que, se alguém na sua família já teve, é ainda mais importante ficar atenta aos exames preventivos. Outros fatores são a idade acima de 40 anos, a primeira menstruação antes dos 11 anos ou a menopausa tardia, após os 55 anos. Além disso, as gestações tardias, após os 30 anos, e a nuliparidade, ou seja, o fato de não ter tido filhos, também ampliam os riscos para a mulher ser uma portadora da doença", explica o mastologista do Icesp.

Filassi esclarece que, ao contrário do que muitos pensam, o câncer de mama não dói. Os sintomas da doença são: nódulo ou "caroço" na mama ou na região da axila, secreção com sangue pelo mamilo, inchaço e vermelhidão e alteração da forma ou tamanho da mama, além do seu endurecimento da mama (casca de laranja). "O principal problema do câncer de mama não seria nem a falta de informação, mas o fato de nossa sociedade ainda ser machista. Neste cenário, fica difícil para a mulher aprender a se tocar para identificar um nódulo, por exemplo", diz Filassi.

O mastologista diz que a mulher precisa se atentar para os três procedimentos básicos, de igual importância, utilizados na detecção do câncer de mama: o auto-exame, a consulta ao médico a mamografia. De acordo com Filassi, o auto-exame das mamas é muito simples. A melhor época para fazê-lo é alguns dias (5 a 7 dias) após a menstruação. Para as mulheres que não menstruam mais, o auto-exame deve ser feito num mesmo dia de cada mês.

Por último, o mastologista diz que apesar do auto-toque ser importante, nem todos os nódulos são detectáveis por meio deste diagnóstico. Então, é crucial que a mulher faça o exame preventivo da mamografia com a periodicidade necessária uma vez ao ano a partir dos 40 anos e, em casos de histórico familiar, o exame deve ser feito a partir dos 35 anos.



Fonte:
http://www.eshoje.com.br/portal/leitura-noticia,inoticia,6655,grande+vitoria+rosa+contra+o+cancer+de+mama.aspx

Daniel Powter - Bad Day (Video)

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Indicadores importantes - Parte 4







Indicadores importantes - Parte 3







Indicadores importantes - Parte 2







Indicadores importantes- Parte 1



















Marina,... você se pintou?

Maurício Abdalla [1][1]





“Marina, morena Marina, você se pintou” – diz a canção de Caymmi. Mas é provável, Marina, que pintaram você. Era a candidata ideal: mulher, militante, ecológica e socialmente comprometida com o “grito da Terra e o grito dos pobres”, como diz Leonardo Boff.

Dizem que escolheu o partido errado. Pode ser. Mas, por outro lado, o que é certo neste confuso tempo de partidos gelatinosos, de alianças surreais e de pragmatismo hiperbólico? Quem pode atirar a primeira pedra no que diz respeito a escolhas partidárias?

Mas ainda assim, Marina, sua candidatura estava fadada a não decolar. Não pela causa que defende, não pela grandeza de sua figura. Mas pelo fato de que as verdadeiras causas que afetam a população do Brasil não interessam aos financiadores de campanha, às elites e aos seus meios de comunicação. A batalha não era para ser sua. Era de Dilma contra Serra. Do governo Lula contra o governo do PSDB/DEM. Assim decidiram as “famiglias” que controlam a informação no país. E elas não só decidiram quem iria duelar, mas também quiseram definir o vencedor. O Estadão dixit: Serra deve ser eleito.

Mas a estratégia de reconduzir ao poder a velha aliança PSDB/DEM estava fazendo água. O povo insistia em confirmar não a sua preferência por Dilma, mas seu apreço pelo Lula. O que, é claro, se revertia em intenção de voto em sua candidata. Mas “os filhos das trevas são mais espertos do que os filhos da luz”. Sacaram da manga um ás escondido. Usar a Marina como trampolim para levar o tucano para o segundo turno e ganhar tempo para a guerra suja.

Marina, você, cujo coração é vermelho e verde, foi pintada de azul. “Azul tucano”. Deram-lhe o espaço que sua causa nunca teve, que sua luta junto aos seringueiros e contra as elites rurais jamais alcançaria nos grandes meios de comunicação. A Globo nunca esteve ao seu lado. A Veja, a FSP, o Estadão jamais se preocuparam com a ecologia profunda. Eles sempre foram, e ainda são, seus e nossos inimigos viscerais.

Mas a estratégia deu certo. Serra foi para o segundo turno, e a mídia não cansa de propagar a “vitória da Marina”. Não aceite esse presente de grego. Hão de descartá-la assim que você falar qual é exatamente a sua luta e contra quem ela se dirige.

“Marina, você faça tudo, mas faça o favor”: não deixe que a pintem de azul tucano. Sua história não permite isso. E não deixe que seus eleitores se iludam acreditando que você está mais perto de Serra do que de Dilma. Que não pensem que sua luta pode torná-la neutra ou que pensem que para você “tanto faz”. Que os percalços e dificuldades que você teve no Governo Lula não a façam esquecer os 8 anos de FHC e os 500 anos de domínio absoluto da Casagrande no país cuja maioria vive na senzala. Não deixe que pintem “esse rosto que o povo gosta, que gosta e é só dele”.

Dilma, admitamos, não é a candidata de nossos sonhos. Mas Serra o é de nossos mais terríveis pesadelos. Ajude-nos a enfrentá-lo. Você não precisa dos paparicos da elite brasileira e de seus meios de comunicação. “Marina, você já é bonita com o que Deus lhe deu”.




Professor de filosofia da UFES, autor de Iara e a Arca da Filosofia (Mercuryo Jovem), dentre outros

terça-feira, 5 de outubro de 2010

A dupla existência da verdade

Fernando Pessoa, Encontro de Poesia.

Encontrei hoje em ruas, separadamente, dois amigos meus que se haviam zangado um com o outro. Cada um me contou a narrativa de por que se haviam zangado. Cada um me disse a verdade. Cada um me contou as suas razões. Ambos tinham razão. Ambos tinham toda a razão. Não era que um via uma coisa e outro outra, ou que um via um lado das coisas e outro lado diferente. Não: cada um via as coisas exatamente como se haviam passado, cada um as via com um critério idêntico ao outro, mas cada um via uma coisa diferente, e cada um, portanto, tinha razão. Fiquei confuso desta dupla existência da verdade.

(Notas soltas; s.d.; não assinadas.)

Deficiências segundo Mário Quintana.

Mario Quintana ( escritor gaúcho 30/07/1906 - 05/05/1994 ) .

"Deficiente" é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.
"Louco" é quem não procura ser feliz com o que possui.
"Cego" é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só têm olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.
"Surdo" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.
"Mudo" é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
"Paralítico" é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.
"Diabético" é quem não consegue ser doce.
"Anão" é quem não sabe deixar o amor crescer.
E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:
"Miseráveis" são todos que não conseguem falar com Deus.

"A amizade é um amor que nunca morre. "

domingo, 3 de outubro de 2010

Amigo

“Cada um de nós já se relacionou com centenas de pessoas que nunca nos olharam além de nossas aparências. Já nos relacionamos com centenas de pessoas que, ao olhar para nós, começam a calcular a nossa utilidade, o que poderão obter de nós. Temos conhecido centenas de pessoas que, mal nos vêem, fazem de nós um rápido julgamento, classificando-nos então em determinada categoria, para que não tenham que se relacionar conosco como pessoas. Tratam-nos sempre como se fôssemos menos do que somos, e, se nos relacionarmos constantemente com essas pessoas, nos tornaremos realmente menores!

Então, um homem ou uma mulher que não busca alguém para usar entra em nossa vida; ele, ou ela, é suficientemente paciente para descobrir o que se passa realmente dentro de nós, e é seguro o bastante para não explorar nossas fraquezas ou atacar nossas forças; e reconhece nosso direito à vida interior e a dificuldade que temos para viver inteiramente as nossas convicções íntimas. E então apóia e facilita o que há no fundo do nosso coração. Ele, ou ela, é um amigo.”

fonte:http://blog.clube700.com.br/page/2/

sábado, 2 de outubro de 2010

Deu no "Le Monde": o Brasil é um "sucesso"



Deu no "Le Monde": em revista especial inteiramente dedicada ao Brasil publicada recentemente (às vésperas das eleições brasileiras), o jornal mais intelectualizado e um dos mais respeitados da França diz que o país é um sucesso. Tem de tudo, é um mistério (pronto, a paródia a Jorge Benjor está completa).

Com o títudo de "Brasil, um Gigante se Impõe" na capa, a introdução (ou “carta ao leitor”) é elogiosa e cita a aprovação popular ao presidente Lula, a importância econômica do Brasil, que junto com China e Índia formam o trio dos países emergentes. Também credita a Fernando Henrique Cardoso os pilares estruturais para que, no governo Lula, 25 milhões de pessoas tenham ascendido à classe média (segundo a revista, no governo FHC foram 10 milhões). Por outro lado, fala dos grandes problemas ainda enfrentados como a desigualdade social (neste quesito também, infelizmente, estamos no “top ten” do mundo), a corrupção e a violência.

Na publicação, uma reportagem com as principais declarações de Lula sobre assuntos como a África, o Brasil, a corrupção e o presidente Obama, entrevistas com sociólogos e filosófos, outra com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. O artista Vik Muniz e o grupo de dança Corpo são citados como destaques culturais. A moda do boxe tailandês na favela Rocinha (a propósito, lindas fotos de Daniel Martins, fotógrafo que vive na comunidade) e a paixão brasileira pelas novelas também são temas abordados.

Mas vamos à moda, que neste blog é o que (também) interessa. Pouco dela. Em reportagem de três páginas sobre São Paulo (“Luxo, Miséria e Gigantismo” é o título), a banda paulistana Cansei de Ser Sexy (CSS para os “gringos”) ganha texto em destaque. A joalheria H.Stern é citada como exemplo de sucesso de marca brasileira de luxo. A Daslu é a que ganha mais espaço no texto, com detalhes sobre as marcas internacionais que são vendidas por lá, o bar de champanhe criado pelo arquiteto preferido de Madonna (David Collins) e...o escândalo de fraude, contrabando e falsificação de documentos pela loja. O “Le Monde” cita a prisão e a condenação de 94 anos e seis meses de Eliana Tranchesi e a venda, este ano, da Daslu para o shopping Iguatemi.

Fonte: http://uolestilo.blog.uol.com.br/arch2010-09-26_2010-10-02.html

Censo 2010



terça-feira, 28 de setembro de 2010

SE EU FOSSE EU (Clarice Lispector)

Quando não sei onde guardei um papel importante e a procura se revela inútil, pergunto-me: se eu fosse eu e tivesse um papel importante para guardar, que lugar escolheria? Às vezes dá certo. Mas muitas vezes fico tão pressionada pela frase “se eu fosse eu”, que a procura do papel se torna secundária, e começo a pensar. Diria melhor, sentir.
E não me sinto bem. Experimente: se você fosse você, como seria e o que faria? Logo de início se sente um constrangimento: a mentira em que nos acomodamos acabou de ser levemente comovida do lugar onde se acomodara. No entanto já li biografias de pessoas que de repente passavam a ser elas mesmas, e mudavam inteiramente de vida. Acho que se eu fosse realmente eu, os amigos não me cumprimentariam na rua porque até minha fisionomia teria mudado. Como? Não sei.
Metade das coisas que eu faria se eu fosse eu, não posso contar. Acho, por exemplo, que por certo motivo eu terminaria presa na cadeia. E se eu fosse eu daria tudo o que é meu, e confiaria o futuro ao futuro.
“Se eu fosse eu” parece representar o nosso maior perigo de viver, parece a entrada nova no desconhecido. No entanto tenho a intuição de que, passadas as primeiras chamadas loucuras da festa que seria, teríamos enfim em pleno a dor do mundo. E a nossa dor, aquela que aprendemos a não sentir. Mas também seríamos por vezes tomados de um êxtase de alegria pura e legítima que mal posso adivinhar. Não, acho que já estou de algum modo adivinhando porque me senti sorrindo e também senti uma espécie de pudor que se tem diante do que é grande demais. (30/11/1968)

Sweet Caroline Puck

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Felicidade Interna Bruta

Olá pessoal!!!

Estava conversando com alguns amigos sobre a tão cobiçada Felicidade... dessa conversa saiu a linda pérola: "Dinheiro não trás felicidade!... ah quem diz isso é porque ainda não encontrou o endereço do Iguatemi de São Paulo!" ( eu que disse rsrsrs). Depois desse roupante, surgiu o conceito de felicidade, essa seria a ausência do nada. Sabemos que o ser humano é insaciável por natureza...Mas enfim gostaria de saber o que vcs acham sobre a tão desejada felicidade..se ela existe, se ela é constante.. enfim deem a apinião de vcs.... Fico por aqui e deixo uma frase da minha querida escritora Clarice lispector, parafraseando, ela disse o seguinte :" Ah, a felicidade eu sei como é, e o que vem depois?"

Abraços,

sábado, 18 de setembro de 2010

Sociedade ilimitada

Voltei! Agora com um sócio. O meu super, hiper, mega, ultra, de multiplicidade psíquica amigo Bruno. Primeiro eu escreveria bipolar, mas ele acha que é uma expressão muuuuuuito forte e provocaria aversão nas pessoas. Partindo do pressuposto de que todos somos feitos de pequenas loucuras, e que a diferença entre loucura e saúde mental é que a 1ª é mais comum, loucura é uma questão de ponto de vista, mesmo porque o normal é não ser normal. Uau! que confusão, coisa de loucos mesmo. Bem, sejam bem vindos e espiem à vontade. Beijinhos!!!