Em cartaz há um ano e meio, "As pontes de Madison" encerra a turnê em Fortaleza neste fim de semana, no Celina Queiroz. No elenco, Marcos Caruso e Denise Del Vecchio prometem arrancar suspiros, lágrimas e até gargalhadas
Bom humor e um toque de latinidade fazem da adaptação para os palcos de "As pontes de Madison" um programa imperdível. De hoje a domingo, o projeto Teatro Celina Queiroz Grandes Espetáculos traz a história de amor "As pontes de Madison", eternizada no cinema por Clint Eastwood e Meryl Streep. Com roteiro de Alexandre Tenório e direção de Regina Galdino, os atores Denise Del Vecchio e Marcos Caruso se despedem da montagem. "Serão nossas últimas apresentações e contarão com um sentimento de despedida. É uma peça muito rica e intensa", comenta Denise, que é de origem italiana, assim como a sua personagem.
Essa raiz inspirou a atriz na composição do papel. "A Francesca é de Napoli, onde precisava seguir uma moral muito rígida. Então, comecei lembrando do comportamento das minhas avós, tias", conta Denise, destacando que Francesca não perde a essência de forasteira por mais que more há muito tempo nos Estados Unidos. "Ela sempre vai ser uma estrangeira naquele lugar com o qual ela tanto sonhava e acabou se frustrando. Francesca esperava viver na América glamourosa e foi morar numa fazenda em Madison", diz a atriz, que mostra química em cena com Caruso.
Tanto que o ator comentou que este período em cartaz trouxe mais sintonia a cada apresentação. "Este é o maior barato do teatro. Podemos aprender ou fazer algo novo a cada vez que subimos ao palco", diz Caruso, que realizou um trabalho complexo de preparação para interpretar o fotógrafo Robert.
"Eu fiz um trabalho interior, pesquisando sobre fotógrafos de paisagens, a vida deles; e exterior, observando e assumindo a postura, o olhar atento porque o fotógrafo está sempre ligado para não perder nenhum momento que posso render uma boa foto", afirma Caruso, que foi além do personagem interpretado por Eastwood no cinema.
"Cada vez que eu via o filme, mais distanciava minha interpretação dele. Não tenho essa pegada rural de homem duro e com feições mais másculas. Minha forma de seduzir é marcada pelo bom humor, sorriso aberto e carinho em cada gesto, sendo assim menos frio e menos racional", ressalta o ator, destacando que a peça é uma adaptação para o público brasileiro. "Não podia faltar esse toque latino", completa.
Caruso observa ainda que, apesar da adaptação, a trama continua com sua consistência e intensidade. "É o encontro do verdadeiro amor e a escolha e vivê-lo ou não. É uma história universal", afirma Caruso, citando uma frase que considera marcante: "Esse tipo de sentimento só se encontra uma vez na vida. Não importa quantas vidas você viva".
O reconhecimento desse trabalho será traduzido na forma de prêmio. Caruso receberá, dia 30, a estatueta de Melhor Ator de Teatro na categoria Drama. "Sempre peço que o prêmio estimule menos minha vaidade e mais a minha responsabilidade. Quanto mais prêmios, mais aplausos; mais responsável eu tenho que ser para não decepcionar o público", conta o ator, que está no elenco da microssérie "O relógio da aventura" a partir de 12 de dezembro, na Rede Globo. Além disso, o veterano deve voltar às novelas próximo ano.
Sinopse
Contada em flashbacks, a partir da leitura dos diários de Francesca, a história é contada pelos seus filhos - Caroline e Maylon - que encontram um caderno com o relato dos quatro dias intensos que viveu ao conhecer um fotógrafo da revista National Geographic na pequena cidade de Madison, onde ele esteve para fotografar as pontes cobertas do local.
MAIS INFORMAÇÕES
"As pontes de Madison", hoje e sábado, às 21h. Domingo, às 19h, no Teatro Celina Queiroz (Campus Unifor). Ingressos: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia). Telefone: (85) 3477.3033.
Fonte: diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=890895
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